segunda-feira, 16 de março de 2009

Síndrome da Alienação Parental

A Síndrome da Alienação Parental (SAP) é o processo em que um dos genitores (geralmente o que detém a guarda da criança – em 91,3% dos casos a mãe, segundo dados do IBGE) programa o filho para que ele odeie o genitor sem qualquer justificativa. O filho após a separação dos pais passa a ser utilizado como instrumento de vingança e agressividade direcionado ao parceiro. O termo foi denominado pelo psiquiatra americano Richard Gardner em 1985.
A criança que ama seu genitor é incitada a afastar-se dele, que também a ama. Entra em cena a contradição de sentimento e a destruição do afeto entre ambos. A partir disso, a criança perde a confiança no genitor e passa a ter um vínculo maior com o outro, aceitando tudo o que lhe é dito como verdade. A mãe tenta afastar o pai a qualquer custo, que é agora considerado um invasor.
Roberta Palermo é terapeuta familiar e autora dos livros "Madrasta-Quando o Homem da sua vida já tem filhos" e "100% Madrasta-Quebrando as Barreiras do preconceito”, declara que” perante as dificuldades impostas pela mãe , alguns pais desanimam e até desistem, somem. Outros largam mão, deixam pra lá e aceitam as migalhas de convivência oferecidas pela ex-esposa. Mas não são essas as saídas adequadas. O pai precisa ter forças para enfrentar o problema e resolvê-lo. Não pode desistir de ser pai, de dar essa oportunidade ao filho. Desistir é ser conivente com a decisão da mãe. A justiça pode ser lenta, até injusta às vezes, mas é esse o caminho que o pai tem para reverter o problema.” Existe já um projeto de lei do deputado Regis de Oliveira (n.4053/2008) que prevê a punição severa do pai ou mãe que incitar o ódio no filho após a separação. As punições vão desde advertência até a perda da guarda da criança e do poder familiar.
Crianças vitimas da Síndrome da Alienação Parental são mais propensas a apresentar distúrbios psicológicos como depressão, ansiedade e pânico; utilizar drogas e álcool como forma de aliviar a dor e culpa da alienação; cometer suícidio; apresentar baixa auto-estima; não conseguir uma relação estável quando adultas e possuir problemas de gênero, em função da desqualificação do genitor alienado.
Além do mais, conforme o advogado Marcelo Catelli Abbatepaulo, “discute-se muito a respeito da SAP pelas vias psicológicas, através de diagnósticos de casos e suas conseqüências, porem muito pouco ou quase nada se debate as respeito das medidas legais com a finalidade de inibir, mitigar ou impedir tal odiosa prática”, declara.
Adriana Gonçalves, 31 anos, é mãe e madrasta. Vive na pele um caso grave de SAP com a enteada. A mãe promove a violência emocional com a criança desde que seu atual marido se separou dela, quando a menina tinha apenas 04 anos de idade. “Quando engravidei, o quadro piorou: a mãe dizia para a minha enteada que o pai não gostava dela, que só gostava do bebê que ia nascer. Amedronta a filha a todo o momento, incita o ódio contra o pai e ainda descobrimos por acaso que a menina estava largada à própria sorte em uma visita que fizemos no colégio em que ela estuda. A mãe chegou a agredir verbalmente uma professora, constrangendo a filha perante todos, o que resultou em um BO. Já pedimos a guarda da minha enteada e estamos aguardando a decisão da justiça.”, declara Adriana.
Para Marcos Alberto F. dos Santos, 25 anos, a situação é mais grave do que se possa imaginar. Segundo ele, a ex-mulher foge com a filha de um ano e desaparece por semanas, sem que ele saiba onde elas estão. Quando pede ajuda às autoridades, ninguém faz nada e dizem apenas que ele deve esperar. “Ela me pune através de minha filha, por eu não querer mais voltar o relacionamento. Meu sofrimento não termina nunca, o que percebo é que ser mãe neste país significa estar acima da lei”, finaliza.

Luciana M. de Godoy, outra madrasta que presencia um caso de SAP gravíssimo com seu atual marido, “Precisamos frear com urgência a Síndrome da Alienação Parental, caso contrário, continuaremos a viver em um caos geral, com adolescentes indo às drogas e ao álcool, sem auto-estima, com dupla personalidade, caráter de crianças que quando adultas não serão reconhecidos, sem chão, sem rumo, com culpa de ter alienado seus pais, por terem agido injustamente, por terem sido manipulados por mães sociopatas. Estas crianças dificilmente conquistarão seu espaço, pois carregarão a sombra do abuso psicológico que foram acometidas. Retrato de uma sociedade cada vez mais doente”, finaliza.

Abbatepaulo indaga – “Será que o simples exame dos autos e rápidas audiências são suficientes para detectar que um menor está sendo programado para, injustificadamente, rejeitar seu genitor? Será que uma prestação jurisdicional célere, mas em que não se observam o melhor interesse do menor, protegendo sua formação e personalidade e os direitos do genitor alienado e os dos idosos privados da convivência com o menor é eficaz e justa?”
Um documentário sobre o tema chamado "a Morte Inventada" terá estréia no início de Abril com depoimento de vários filhos que foram submetidos à alienação parental. Veja o trailer em www.amorteinventada.com.br , produzido pela Caraminhola Produções.

http://www.youtube.com/watch?v=CdyVtFh4Yic

“A Morte Inventada” é longa-metragem documentário que busca discutir um distúrbio cada dia mais habitual no âmbito das disputas pela custódia de um filho na hora da separação de um casal: A Alienação Parental – AP; a situação na qual um genitor procura deliberadamente alienar (afastar) o seu filho ou filha do outro genitor, deturpando a sua mente, tendo normalmente êxito em seus intentos.
A sua manifestação consiste na campanha de difamação contra um genitor. É o resultado da combinação de uma programação (lavagem cerebral) levada a cabo pelo ensinamento sistemático de um genitor alienante, a fim de destruir o vínculo entre o genitor alienado e a criança, destruição essa que, infelizmente, se perdura quase sempre para toda a vida.

Miriam Matos - Assessoria
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